Achei pertinente anexar aqui junto a esse blog, um processo de pesquisa e discussão referente ao tema de um projeto em desenvolvimento da Trira Centro de Artes. Toda crítica e todo comentário serão bem-vindos.
QUASE
Há um processo subjetivo pelo simples fato de pensar na sintaxe da palavra...
Até e por onde as relações pessoais, afetivas, e de toda ordem ficam no "quase", quais os ditos sentimentos que geram em análise a uma pequena frustação do ser humano em um objetivo... De quase chegar a acontecer... Mas teria ele um objetivo? Se sim ou se não... Talvez essa não seja o foco em questão, mas uma consequência do QUASE.
As relações de poder (pensamentos tão bem formulados por Focault - em estudo)agregam essa narrativa que bruta será lapidada não objetivando um fim, mas um meio...
Quase?
"práticas reais e efetivas; estudar o poder em sua face externa, onde ele se relaciona direta e imediatamente com aquilo que podemos chamar provisoriamente de seu objeto (…) onde ele se implanta e produz efeitos reais (…) como funcionam as coisas ao nível do processo de sujeição ou dos processos contínuos e ininterruptos que sujeitam corpos, dirigem gestos, regem os comportamentos (Foucault, 1979, p.182)".
sexta-feira, 26 de março de 2010
domingo, 19 de julho de 2009
Con TEMPO raneidade

Por Raphaela Rodriguez
Em uma linha história, estamos em uma época contemporânea, assim caracterizada, mas não definida, pois suas características são alvo de mudanças e transformações constantes por uma crescente rede de fatores que afirmam o fato.
O desenvolvimento da tecnologia digital, acúmulo e velocidade de informações, bem como a busca cada vez mais abusiva de manipulação dos meios de comunicação, são alguns fatos que caracterizam essa crescente modernidade da época. O corpo como veículo vivo do meio sofre essas influências, e a multiplicidade se torna então sua característica marcante.
O corpo por si só já é comunicação. O corpo organismo, corpo mente, e corpo sociedade, formam um hibridismo perpassando muitas possibilidades, o corpo múltiplo como é caracterizado hoje. Estudar somente o corpo organismo, movimento e atividade anatômica e fisiológica é limitar um campo de informações do tempo e particularidades e de alguma forma ignorar a identidade. As tendências de trabalhos corporais contemporâneas tem buscado agregar esse estudo a uma visão mais ampla, na junção de teorias de se somam interagem e se combinam. O limite então, está procurando saídas de diferentes abordagens.
Na arte, o estranhamento causado por muitas pessoas hoje é produto dessas mudanças. A pesquisa e experimentação, a tolerância de formas e conteúdos nada mais é do que o reflexo imediato do estado atual do mundo. Trabalhar a arte é trabalhar essas questões, abrir perguntas, nem sempre com respostas... Mas é buscar uma relação do corpo à arte, um corpo indivíduo-mente-sociedade, influências, rede de conexões, ramificações e mudanças constantes.
Corpo é a transformação do tempo no espaço em que está inserido. Segundo Mereleau Ponty apud XAVIER, MEYER e TORRES (2005, p. 97), o corpo é:
Visível e móvel, o meu corpo pertence ao número das coisas, é uma delas, está preso na textura do mundo, e sua coesão é a de uma coisa. Mas posto que vê e se move, ele mantém as coisas em seu círculo a sua volta, elas são um seu anexo prolongamento, estão incrustadas na carne, fazem parte de sua definição plena, e o mundo é feito do mesmo estofo do corpo.
Buscar entender o corpo tal como ele é hoje, é mergulhar na contemporaneidade desse processo histórico atual, ampliando a visão humana e suas relações em indivíduo-indivíduo e indivíduo-sociedade.
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